“Projeto Custo Brasil” é tema de encontro entre Associações Comerciais e empresários mato-grossensesO “Projeto Custo Brasil” foi tema de um encontro virtual realizado pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), na noite desta quinta-feira (27.05), com o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Jorge Luiz de Lima. O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Pinheiro, prestigiou o evento e ressaltou sobre a necessidade de se reduzir custos no país, principalmente aos empreendedores.“O Jorge está fazendo um trabalho muito interessante de levar informações importantes às Associações Comerciais e Federações, pois esse tema é um dos que mais preocupam os empresários, porque além de diminuir os investimentos, aumenta o custo de empreender no país”.Para o presidente da Facmat e da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves, o Projeto Custo Brasil deve ser discutido e esclarecido da forma como vem sendo feito pelo secretário e pela pasta econômica, no sentido de levar conhecimento e influenciar nas decisões que promovam o desenvolvimento empresarial.“Buscamos uma cura para o país e o secretário vem com essa proposta de nos trazer informações importantes, que precisam ser analisadas e discutidas pelo setor. Através dessas explanações, melhoramos o nosso debate e podemos ter maior poder nas decisões para o bem e desenvolvimento das nossas entidades e dos empresários de Mato Grosso”, pontuou Jonas.Ao falar sobre o projeto, o secretário Jorge Luiz explicou que o objetivo é trabalhar pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento da competitividade no país, através da redução de R$ 1,5 trilhão de custos, em um período de 10 anos. Para isso, disse ele, o governo, o setor produtivo e o Congresso têm papel fundamental.“É um projeto que passa por todos os ministérios, não tem dono, é um triangulo, com setor produtivo, Congresso e o Governo Federal e, em algum momento, os estados entram e participam”, afirmou Jorge Luiz. “É preciso trabalhar juntos, com resiliência para podermos mudar o cenário no Brasil”, salientou. Ele disse que tem visitado os estados a fim de promover o projeto e levantar a bandeira da desburocratização. “Tenho feito visitas aos estados, no intuito de montarmos essa visão nacional da necessidade de implantar esse projeto no Brasil”, completou o secretário. Setor produtivo é o caminhoParticiparam do encontro presidentes, executivos e colaboradores das Associações Comerciais de Alto Araguaia, Aripuanã, Água Boa, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cuiabá, Diamantino, Juara, Novo Horizonte do Norte, Sinop e Várzea Grande, diretores da Facmat, empresários e convidados, entre eles, Célio Fernandes, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), e o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso (Sincalco/MT), Junior Macagnam. Célio Fernandes levantou o tema da importância das discussões sobre a reforma tributária e administrativa, em trâmite no Congresso Nacional, fatores que contribuiriam para a redução do Custo Brasil.Já o presidente do Sincalco/MT destacou que o país precisa de mais gerenciamento do parque industrial brasileiro, para se tornar mais competitivo com outros mercados. “Temos um parque industrial sucateado, é muito difícil importar e ter insumos com agilidade no Brasil para poder competir. Precisamos de maior abertura econômica, isso precisa ser revisto o mais rápido possível”, sugeriu o empresário. Sobre as indagações, o secretário Jorge Luiz concordou e explicou que o setor produtivo deve auxiliar nas decisões. “O caminho do Brasil é o setor produtivo assumir, criar projetos, participar, fazer o convencimento da sociedade. Todos têm o direito de participar, criar frentes parlamentares para dialogar e movimentar as discussões”, completou o secretário.Sobre o Custo BrasilO custo Brasil é um termo genérico usado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional, aumentando o desemprego, o trabalho informal, a sonegação de impostos e a evasão de divisas.Esse cenário influencia negativamente o ambiente de negócios, encarece os preços dos produtos nacionais e custos de logística, comprometem investimentos e contribuem para uma alta carga tributária.Sobre a FacmatA Facmat representa 56 Associações Comerciais e Empresariais no Estado e mais de 18 mil empresas de todos os segmentos econômicos. Integra a CACB, sistema associativista composto por mais de 2300 Associações em todo o país, com mais de 2 milhões de empresários.
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