Impacto dos decretos no comércio pauta reunião da Associação Comercial de CuiabáOs impactos dos decretos estadual e municipal no comércio de Cuiabá foram um dos principais assuntos debatidos pelos membros da diretoria da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) na reunião mensal da entidade, nesta quarta-feira (10.03). O encontro ocorreu por videoconferência e também discutiu outros temas de relevância para o setor, além de colocar na pauta as ações realizadas pela entidade, como a campanha do Mês da Mulher.De acordo com o presidente da ACC, Jonas Alves, o impasse entre a prevalência inicial entre o Decreto Estadual 836/2021 e o da Prefeitura de Cuiabá 8.340/2021, estabelecendo medidas mais restritivas para conter a pandemia da Covid-19, no início do mês, conturbou a já frágil situação econômica do comércio.“Temos consciência da importância das medidas para conter a propagação da doença e o comércio está fazendo a sua parte, mas infelizmente acaba pagando o preço”, disse o presidente. O decreto 8.340/2021, sancionado pelo governador Mauro Mendes, no dia 01 de março, sofreu alterações, mas as medidas impositivas valem por 15 dias para todo o estado. Dentre as regras, está a proibição de todas as atividades econômicas das 19h às 5h, com exceção das farmácias, serviços de saúde, funerárias, postos de gasolina (exceto conveniências), indústrias, transporte de alimentos e grãos, e serviços de manutenção de atividades essenciais, como água, energia e telefone.Para o diretor Arnaldo Felício, o número de infectados pela Covid-19 em Mato Grosso é alarmante, porém, a crise econômica também é preocupante.“A tendência é de uma piora muito grande no quadro da saúde, por outro lado, nossa preocupação também é com a crise dentro da crise em que vivemos, está sendo muito complicado”, afirmou o diretor. Ele representa o segmento dos shoppings centers, um dos mais impactados pela pandemia. O diretor Antônio Carlos Bianchi ressaltou a importância da vacinação e da disponibilidade da vacina no Estado para auxiliar na recuperação econômica.“A vacina é muito importante para abrandar os casos de Covid. A situação do comércio é muito ruim, temos que apelar para o bom senso e tentar encontrar soluções para amenizar a crise”, frisou.Os diretores também apontaram meios que poderiam ser utilizados pelos representantes do Poder Público para auxiliar os empresários nesse momento de crise. Para Roberto Peron, a redução de taxas e ajuda financeira às empresas são ações que devem ser focadas na gestão do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. “Neste momento é muito importante a redução de taxas e até mesmo a isenção para algumas categorias. Na questão social precisamos pontuar sobre a superlotação do transporte coletivo nos horários de pico, que são na abertura e fim do expediente do comércio”, pontuou. Essas e outras observações, inclusive, serão levadas ao prefeito na próxima agenda com a Associação Comercial, no início de abril. Em âmbito estadual, o diretor Osvaldo Martinello também apontou a necessidade de postergação de pagamentos de tributos, como o ICMS. “O governo, tanto estadual quanto federal, precisa se sensibilizar quanto à postergação de pagamentos dos principais tributos, porque todos os setores estão sendo impactados de uma maneira ou de outra, principalmente os clientes que representam a força de trabalho”, reiterou.Os membros da entidade também debateram assuntos de relevância interna e apresentaram ações que estão sendo realizadas na campanha “Mês da Mulher ACC”, além de temas gerais.Também participaram da reunião os diretores Manuel Gomes, Mariza Bazo, Raul Homem Moreira de Carvalho, Roque Edu Alves, Robério T. Cademartori, Antonio Luiz Menegassi, além da gerente da ACC, Samanta Fernandes, da executiva da Facmat, Rita Matos e das assessoras de Marketing e Comunicação da ACC, Mariana Pirani e Luciane Mildenberger, respectivamente.Fonte: Assessoria de Imprensa da ACC
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