A falta de moradias, o preço dos aluguéis e a oferta limitada de cursos profissionais estiveram entre as demandas apresentadas pela região Sudoeste durante o Fórum Regional promovido pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat).
Realizado de forma on-line em 23 de julho, o encontro reuniu presidentes, diretores e representantes das associações comerciais para discutir fatores que interferem na contratação de trabalhadores, na instalação de empresas e no desenvolvimento econômico dos municípios.
O avanço da produção agrícola, do comércio e da prestação de serviços aumentou a procura por profissionais em diferentes áreas. Em alguns municípios, porém, o crescimento populacional não foi acompanhado pela construção de imóveis e pela ampliação da infraestrutura urbana.
O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sapezal (Acisa), Marco Mossoni, defendeu investimentos voltados à permanência dos trabalhadores e à instalação de novos negócios.
“A principal sugestão é investir na estrutura, tanto para as pessoas quanto para as empresas. Precisamos de moradia, formação de trabalhadores e espaços para a instalação de pequenas indústrias”, afirmou.
A criação de incubadoras empresariais foi apresentada como alternativa para reduzir os custos de implantação de novos negócios. O modelo permite que empresas utilizem barracões ou espaços públicos durante o período inicial da operação, até reunirem condições para investir em uma sede própria.
Os custos de terrenos, construções e equipamentos dificultam o início ou a ampliação das atividades de parte dos empreendedores. Estruturas de incubação podem atender negócios ligados à indústria, à manutenção, à fabricação de peças e à prestação de serviços.
A formação profissional também integrou as discussões. Os participantes defenderam a ampliação de parcerias com instituições como Senai, Senar, escolas técnicas e unidades de ensino, com cursos definidos a partir das vagas disponíveis e das necessidades das empresas de cada município.
A proposta é aproximar as instituições responsáveis pela qualificação dos empregadores, identificar as funções com dificuldade de contratação e preparar trabalhadores para as atividades oferecidas na região.
Compras públicas e licitações foram incluídas nas contribuições. Empresários relataram situações em que empresas de outras cidades vencem contratos e contratam fornecedores locais para executar os serviços. Nesse processo, parte dos recursos deixa o município, embora o trabalho seja realizado por negócios instalados na própria cidade.
Os participantes sugeriram a revisão das planilhas, dos lotes e das exigências dos editais para permitir a participação de empresas de menor porte. A adequação deve observar a legislação, os critérios de transparência e a livre concorrência.
As propostas apresentadas pela região Sudoeste envolvem habitação, qualificação profissional, industrialização, incubação de empresas, compras públicas, infraestrutura urbana e inserção dos estabelecimentos no ambiente digital.

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