Pequenos negócios estão otimistas e pretendem contratar e realizar investimentos em 2020O índice de empresários que pretendem criar vagas de emprego neste ano é o maior da série histórica, iniciada em julho de 2017O ano de 2020 começa com boas perspectivas para os donos de pequenos negócios. É o que aponta a Sondagem Conjuntural realizada pelo Sebrae, que registrou expectativa recorde na geração de novos empregos, além de revelar também que os empresários de micro e pequenas empresas estão otimistas com o futuro da economia e acreditam no aumento do faturamento dos seus empreendimentos. O levantamento, que é feito trimestralmente desde junho 2017, apontou em dezembro o melhor resultado da série histórica para a expectativa de contratações (41% dos entrevistados pretendem contratar até dezembro) e o segundo melhor indicador quanto às expectativas do futuro da economia (72% acreditam que a economia vai melhorar).Cerca de 73% dos entrevistados acreditam que o faturamento do seu negócio irá melhorar neste ano. Considerando o porte da empresa e o setor de atividade, a Sondagem do Sebrae mostrou que o otimismo com o futuro da economia é mais expressivo entre os donos de Empresas de Pequeno Porte (EPP) e os que atuam na Construção Civil. Cerca de 65% dos empresários que acreditam que a economia brasileira irá melhorar nos próximos 12 meses atribuem o otimismo ao governo atual e 62% também acreditam que a economia já dá sinais de recuperação.Outro dado relevante apontado pela pesquisa é que a maioria dos empresários (65%) pretende realizar investimentos nos próximos 12 meses. Essa expectativa é liderada pelas Empresas de Pequeno Porte (69%) e pelos negócios localizados nas regiões Centro-oeste (71%) e Norte (72%).De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pesquisa é importante não apenas pelas boas perspectivas de investimento e contratação sinalizadas pelos empresários, mas por identificar que os donos dos pequenos negócios já percebem a melhora do ambiente de negócios. “Dentre os empresários que acreditam que a economia brasileira tende a melhorar em 2020, 38,4% disseram já constatar aumento de vendas e 37% percebem que o emprego está aumentando. Percebemos que é um impacto gerado pelas reformas já aprovadas e pela Lei da Liberdade Econômica, que afetam diretamente o setor produtivo do país”, analisa Melles.Pequenos Negócios são porta de entradaQuase metade dos empresários ouvidos na pesquisa pretendem contratar ou substituir funcionários (48%). Nesse universo de donos de pequenos negócios, 55% relataram ter dificuldades em contratar mão-de-obra especializada. De zero a 10, a nota média para esse desafio é 6,4. E quase 20% dos entrevistados atribuíram notas altas para a dificuldade de contratação (notas 9 e 10).Para solucionar esse problema, a maioria dos empresários ouvidos (71,8%), afirmaram contratar pessoas inexperientes e as capacitar no dia-dia da empresa. “Essa informação confirma o papel fundamental dos pequenos negócios como porta de entrada de quem busca a primeira oportunidade no mercado de trabalho”, destaca o presidente do Sebrae.Números da Pesquisa• O percentual de empresários otimistas com o futuro da economia brasileira subiu para 72%, na Sondagem de dezembro/2019, segundo maior índice da série histórica.• O otimismo com a economia é mais expressivo entre os donos de EPP (78%) e os que atuam na Construção Civil (77%).• Cerca de 73% dos entrevistados acreditam que o faturamento da empresa irá melhorar em 2020.• Os empresários mais otimistas com a melhoria do faturamento de suas empresas, estão nas regiões Centro-Oeste (77%) e Norte (77%).• A maioria dos empresários (66%) pretende realizar investimentos nos próximos 12 meses.• O percentual de entrevistados que pretendem contratar funcionários nos próximos meses atingiu 41%, maior nível da série histórica.• Cerca de 77% dos empresários entrevistados acreditam que a sua empresa irá melhorar nos próximos 12 meses.• Mais da metade dos empresários que pretendem contratar ou substituir funcionários (55%) relataram que têm dificuldades em contratar mão-de-obra especializada.• Para contornar essas dificuldades, a maioria dos empresários (71,8%) contratam mão-de-obra inexperiente e a capacita no dia-a-dia.Fonte: CACB
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