Tangaraenses irão a Brasília para apoiar impeachment de Dilma Movimento acontece no próximo domingo, em Brasília

 Aproximadamente 40 tangaraenses, entre empresários, estudantes, profissionais liberais e personalidades ligadas à sociedade civil organizada de Tangará da Serra irão na próxima sexta-feira, dia 15 de abril, até Brasília-DF,  para acompanhar a votação do impeachment da presidente Dilma Roussef na Câmara dos Deputados, que deve acontecer neste final de semana. Na última segunda-feira, 11, a comissão especial do impeachment aprovou o parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) favorável à abertura do processo de afastamento da presidente, o que reforçou a ideia dos tangaraenses a irem até a capital federal do Brasil e sede do governo do Distrito Federal. De acordo com a coordenação da caravana, denominada Movimento Gigantes Brasileiros Mato Grosso, os participantes de Tangará da Serra fazem parte da organização preparada em Cuiabá. “Além da gente [de Tangará da Serra], irão sair participantes e apoiadores do movimento que residem em Sinop, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, por exemplo. Ou seja, será um grande movimento em Brasília com a participação em massa de Mato Grosso”, afirmou a coordenação, ao destacar que o principal objetivo é buscar por um Brasil mais justo, porém de forma ordeira e pacífica.

 “A expectativa é das melhores possíveis. Estamos indo com muita esperança de que realmente seja aprovado o  impeachment, com espírito mesmo de brasileiro que quer sempre o melhor para nosso país”, enfatizou a organização de Tangará da Serra, que deverá retornar ao município na próxima segunda-feira, dia 18 de abril.

O pedido de impeachment da presidente foi acatado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no dia 2 de dezembro do ano passado. No documento, os advogados Helio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior pedem o afastamento de Dilma evocando as pedaladas fiscais de 2014 apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Os autores do pedido dizem também que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar seis decretos autorizando despesas extras em um cenário de restrição fiscal e ao, supostamente, repetir as pedaladas fiscais em 2015, já no exercício do novo mandato. O governo rebate os argumentos, afirmando que as contas de 2015 sequer foram apreciadas pelo TCU e pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional e que, portanto, não se pode falar na possibilidade de crime de responsabilidade.

Fonte: Diário da Serra