As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 1% em abril, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta quarta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (BGE). Trata-se da segunda alta seguida.
Já em relação ao desempenho de abril de 2017, o faturamento avançou 0,6%. Foi a 13ª alta consecutiva nessa base de comparação, embora a menos acentuada, em meio ao deslocamento do calendário da Páscoa para março, que exerceu influência negativa nas vendas de abril, segundo o IBGE.
Na comparação com dezembro de 2017, o ganho acumulado nos últimos quatro meses foi de 3%. Em 12 meses, a alta é de 3,7%, o que corresponde a um leve recuo frente ao ritmo registrado em março (3,8%).
Vendas do varejo Variação em relação ao mês imediatamente anterior, em % 1,11,10,20,21,21,2-0,3-0,3-0,2-0,20,50,5-0,4-0,40,80,8-0,5-0,511001,11,111abr/17mai/17jun/17jul/17ago/17set/17out/17nov/17dez/17jan/18fev/18mar/18abr/18-1-0,500,511,5 mar/18 1,1 Fonte: IBGE
Já a média móvel trimestral ficou em 0,7% e manteve o ritmo do trimestre anterior, encerrado em março (0,7%).
O resultado veio melhor do que o esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,60% na comparação mensal e de avanço de 0,55% sobre um ano antes.
Apesar da recuperação, a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destaca que o comércio ainda não recuperou tudo que perdeu em 2015 e 2016 e que a greve dos caminhoneiros deve afetar o desemprenho do setor no 2º trimestre.
“Mesmo com a melhora observada nos meses de 2018, o comércio, na comparação ajustada sazonalmente, ainda se encontra 6% abaixo do ponto mais alto da série, que foi em outubro de 2014”
"A greve dos caminhoneiros vai bater em maio. Certamente haverá influência da greve no mês e a expectativa é que ela atinja todos os segmentos", acrescentou.
No primeiro trimestre, o consumo das famílias teve expansão de 0,5%, contribuindo para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandir 0,4% sobre os três meses anteriores. Entretanto, as contas sobre o crescimento da economia deste ano estão sendo reduzidas pelos analistas e <a href="https://g1.globo.com/economia/noticia/apos-greve-dos-caminhoneiros-mercado-pr
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