Entidades do comércio, lojistas e Poder Público discutem soluções para ambulantes nas calçadas do Centro de Cuiabá Concorrência desleal, falta de acessibilidade aos transeuntes e violência são alguns dos problemas enfrentados pelos lojistas nas principais vias da região central de Cuiabá. Em busca de diálogo e apoio do Poder Público para encontrar uma solução viável e a possível retirada dos vendedores ambulantes das calçadas, a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-Cuiabá) reuniram-se nesta quinta-feira (24.02) com o secretário municipal de Ordem Pública, coronel Leovaldo Emanoel Sales da Silva. Representantes de diversas lojas, como Pernambucanas, Marisa, Studio Z, Moda Verão e Tonon foram convidados e participaram com sugestões.O presidente da ACC, Jonas Alves, explica que a instalação irregular de bancas e barracas nas do Centro da Capital é um problema antigo que precisa de solução contínua e do trabalho em conjunto dos órgãos responsáveis. “Isso não é de agora, incomoda muito os comerciantes e as pessoas que circulam por essas vias, inclusive, gera insegurança. O Poder Público precisa agir e estamos aqui dispostos a auxiliar na busca por soluções, abertos para o diálogo”, disse.Ainda conforme Jonas, as entidades são sensíveis às dificuldades sociais e econômicas enfrentadas pelos vendedores irregulares e suas famílias, situações ocorridas em todo o país, porém, cabe às Secretariais Municipais darem acolhimento e realocarem essas pessoas, oferecendo, por exemplo, qualificação profissional.“Queremos as calçadas liberadas, que o fiscal vá todos os dias, se necessário, e que a Secretaria especializada encontre um meio de auxiliar essas pessoas e realocá-las para o mercado de trabalho, afinal, sabemos o quanto está difícil encontrar mão de obra qualificada no setor do comércio, não só em Cuiabá, mas em todo o Estado”, frisou o líder empresarial. Já o presidente da CDL Cuiabá, Célio Fernandes, enfatizou que a presença dos ambulantes nas vias públicas impede a passagem de pedestres e atrapalha o dia a dia dos comerciantes. “Mostramos ao secretário municipal de Ordem Pública a importância da fiscalização para coibir essa prática. Percebemos, claramente, que a fiscalização que acontece esporadicamente coíbe a ocupação desordenada e cumpre seu papel, embora não seja efetiva e de modo continuado”, justificou.O coronel Leovaldo Sales lembrou na reunião das diversas ações de fiscalização que já foram realizadas na região, entretanto, evidenciou a dificuldade da gestão de se manter o ordenamento. “A fiscalização retira, mas o pessoal retorna. É preciso mais envolvimento dos outros poderes e instituições para ajudar na retirada definitiva. E enquanto não houver punição, não haverá solução”, frisou.As entidades decidiram por notificar os demais órgãos públicos, Polícia Militar, Ministério Público, Polícia Judiciária Civil e Secretariais, como de Fazenda, para atuar com relação aos produtos falsificados, por exemplo, e para que se envolvam e participem de soluções duradouras para colocar fim às irregularidades na região central da Capital.A reunião também definiu novos encontros das entidades, comerciantes e representantes dos órgãos públicos a serem realizadas nas próximas semanas e ainda aguardam uma operação de fiscalização nas áreas ocupadas para retirada dos ambulantes na segunda quinzena do mês de março.Também participaram da reunião o assessor jurídico da ACC, Rafael Furman, e o diretor da ACC, Roberto Peron.
Fonte: Imprensa ACC
Nenhum comentário