CACB divulga síntese do encontro “O futuro é agora”
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) divulgou nesta terça-feira,07, o documento que sintetiza o encontro “O futuro é agora”. O evento, produzido pela CACB, ACSP com a Frente Sudeste de Associações Comerciais em conjunto com as Federações, ocorreu em São Paulo.
No documento divulgado, definiu-se a necessidade de um projeto de lei de iniciativa popular sobre a reforma política, vindo das bases. Também foi defendida a importância da compreensão sobre o momento de transição complicado e a urgente reforma no setor tributário que deve vir acompanhada por uma nova legislação orçamentária e por um novo Pacto Federativo.
Confira o documento abaixo:
O futuro é agora
Síntese do encontro produzido pela CACB, ACSP com a Frente Sudeste de
Associações Comerciais em conjunto com as Federações das Associações
Comerciais do Brasil
Temas nacionais movimentam e aproximam as entidades empresariais. O
interesse, presente em todas as regiões, envolve representações municipais,
estaduais e federais num verdadeiro elo de sintonia pelo Brasil. Tudo começa
pela necessidade, unânime, de dar ao presidente em exercício, Michel Temer,
total apoio às medidas para enfrentar as múltiplas crises do País com total
apoio às operações que vem sendo desenvolvidas pelo Ministério Público,
Polícia Federal e Justiça – instituições altamente benéficas para restaurar a
ética na condução dos negócios e na gestão pública com contribuição para a
retomada de autoestima do povo brasileiro.
Foi neste tom que a Frente das Associações Comerciais do Sudeste, em
conjunto com a Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do
Brasil (CACB) se encontraram para um grande debate em São Paulo, na sede
da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro da capital paulista. O
tema do encontro, O Futuro é Agora.
O encontro produziu conclusões importantes e ressaltou pontos
fundamentais para o País: a necessidade de um projeto de lei de iniciativa
popular sobre a reforma política, vindo das bases, ou seja, produzido pelas
Associações Comerciais; a importância da compreensão sobre o momento de
transição complicado e a urgente reforma no setor tributário que deve vir
acompanhada por uma nova legislação orçamentária e por um novo Pacto
Federativo.
Os três pontos, na verdade, são grandiosos e têm o poder de mudar o
País. Por esta razão, as entidades envolvidas estão prontas para participar
deste novo processo que começa, conforme a concordância dos participantes,
pelo apoio empresarial a ser dado ao presidente em exercício, Michel Temer,
para que o País retome seu desenvolvimento com justiça econômica e social.
A capilaridade da CACB produzirá uma ação coletiva de participação, com
maior ação coordenada entre as entidades e as Prefeituras, visando criar
sinergias que contribuam para maior desenvolvimento local e regional. Se faz
prioritária a participação empresarial em relação ao pleito municipal, pois as
escolhas de governantes e legisladores pode contribuir para uma parceria mais
estreita entre os setores público e privado locais.
O cenário atual requer mudanças urgentes. Não é possível que o País
permaneça paralisado e que os setores da economia não tenham sinalização
alguma de mudanças que permitam planejar novos investimentos. Não
podemos permitir que o lado mais perverso da crise continue mantendo mais
de 11 milhões de desempregados. Precisamos mudar com urgência, mas dentro
de um consenso expresso de que não deve haver, em hipótese alguma,
elevação de impostos para não agravar a recessão e o desemprego, e afetar
ainda mais a própria arrecadação.
O Brasil requer, além de credibilidade, de ações firmes e corajosas. As
reformas são indispensáveis tanto nas áreas política, como trabalhista (nossa
legislação é do tempo de Getúlio Vargas), como na financeira e na tributária. O
Brasil necessita de muitas decisões, mas uma delas, sem dúvida, é controlar
melhor seus gastos.
Precisamos de uma reforma política para assegurar maior
representatividade do Parlamento e melhores condições de governabilidade.
Sabemos o tamanho da rejeição a esta reforma no Congresso. Por isso, as
Associações Comerciais podem realizar campanhas de coleta de assinaturas e
propor um projeto de lei de iniciativa popular para garantir as mudanças
mínimas necessárias para dar funcionalidade e representatividade ao
Legislativo.
Nossa preocupação é factível, na medida em que constatamos que o
tempo político não é o mesmo do tempo econômico. Torna-se urgente,
portanto, uma sintonia entre eles. Precisamos, ainda, mais do que nunca, de
harmonia para conciliar competitividade com equilíbrio federativo, com coesão
nacional e com justiça tributária. Isto tudo considerando medidas que
desburocratizem a economia e estimulem o empreendedorismo, para que as
atividades econômicas possam se desenvolver e aumentar a produção de
riquezas e a oferta de empregos.
Fonte: Assessoria de imprensa da CACB
Foto: Assessoria de imprensa da CACB
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