Aumenta número de registros de pagamento de dívidas no varejo em Mato Grosso
O registro de pagamento de dívidas de pessoas físicas no varejo do estado teve aumento expressivo comparando o mês de março de 2013 e 2014. Dados do banco Crediconsult mostram um aumento de 14,4% para todo o estado, mas são os número específicos dos municípios que surpreendem. Comparando o mesmo período nas grandes cidades do interior, os registros de pagamento tiveram grande incremento, chegando a 125,9% em Várzea Grande. O valor médio das dívidas pagas de pessoas físicas também aumentou expressivamente no município, passando de R$192,5 para R$1245,4.
Com o segundo maior registro de aumento na adimplência de pessoas físicas no interior do estado está Campo Novo do Parecis, com aumento de 99,1%, passando de 335 registros em março de 2013 para 667 no mesmo período este ano.
O diretor da Federação das Associações Comerciais e Empresarias do Estado de Mato Grosso (FACMAT), Manuel Gomes, atribui o bom resultado às ações de conscientização e orientação do consumidor sobre uso do crédito e gestão do orçamento familiar. "O consumidor mato-grossense está cada vez mais consciente da necessidade de uma melhor gestão do crédito, buscando a adimplência, o equilíbrio das finanças, e isso reflete nos números do estado, aumentando as vendas e o acesso ao crédito e impulsionando o mercado", explica.
Entre os municípios com maior registro de pagamento de dívidas, comparando março de 2013 e 2014, estão Sinop com aumento de 85,7%, Sorriso com 57,1% e Rondonópolis com 35,1%.
Novos devedores
Indo na contramão do país, a inclusão de registros de inadimplência de pessoas físicas no varejo se manteve estável de fevereiro para março em Mato Grosso. Dados do banco Crediconsult mostram um aumento de apenas 0,6%, passando de 17059 registros em fevereiro para 17163 em março. No entanto, o valor médio das dívidas de pessoas físicas caiu 23,9%, passando de R$319,78 em fevereiro, para R$243,1 em março.
Comparando o mês de março de 2013 com 2014 houve um aumento ainda menor, de apenas 0,08% nos registros de inadimplência de pessoa física no estado. Em relação à pessoa jurídica houve uma redução expressiva, de 39,9% em relação ao ano anterior.
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