Associação Comercial de Cuiabá marca presença em audiência pública sobre desenvolvimento do Centro HistóricoA Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACCuiabá) foi representada pelo diretor Roberto Peron, na audiência pública requerida pelo deputado estadual Lúdio Cabral, com o tema “Políticas públicas para o Centro Histórico de Cuiabá”, na Praça Alencastro, no dia 24 de maio.O Centro Histórico de Cuiabá e o entorno têm problemas complexos que precisam ser enfrentados. Pessoas que trabalham, atuam e moram no centro foram convidadas a dar sugestões para melhorar o conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico do local. Roberto Peron afirmou que falta vontade política para colocar o centro em evidência. Segundo ele, tudo é urgente para o Centro Histórico de Cuiabá voltar a ser uma região atrativa às pessoas. “São muitos anos que o centro de Cuiabá está abandonado e deixado de lado. É preciso reformar os casarões, os calçadões, tirar a fiação elétrica e de telefones dos postes de luz e padronizar as calçadas, entre outras coisas”, disse Peron.A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luciana Mascaro, pesquisadora do projeto de extensão “Canteiro Cuiabá”, da UFMT, apresentou o Plano de Gestão para o Centro Histórico de Cuiabá, elaborado em 2021. Um dos pontos levantados pela pesquisa, segundo ela, mostra que o abandono local se intensificou a partir da pandemia da Covid-19. “Não há nada de política pública para atrair as pessoas à área central de Cuiabá. Na região houve o tombamento e no entorno de 400 a 600 imóveis. Por outro lado, existem mais de 300 imóveis que não são usados, porque são subutilizados ou abandonados. É preciso reaproveita-los”, afirmou Mascaro. Entre as propostas apresentadas pela pesquisadora está o de fazer um adensamento de moradias na região da Avenida Mato Grosso, da Avenida do CPA, e também na região central para a construção de habitação. “Aqui, há potencial para instalar habitações. Isso tudo faz girar o comércio, fortalecendo a economia. A ideia é atender moradia e habitação social”, disse a professora da UFMT. DescasoA vice-presidente do Muxirum Cuiabano, Tânia Arruda, afirmou que existe uma letargia por parte do poder público em resolver os problemas do Centro Histórico de Cuiabá. “É importante tornar público a mazela e o descaso que os gestores têm com a região histórica da Capital de Mato Grosso”, comentou. Na opinião dela, o mais urgente a ser sanado na região é a segurança pública. “É preciso tratar da humanização das pessoas que estão morando no centro histórico”. E foi além: "É preciso haver acolhimento da urbanização para quando você chegar no Centro Histórico não sair correndo. O Centro Histórico tem que atrair as pessoas de Cuiabá e os turistas”, destacou Tânia Arruda. O Centro Histórico de Cuiabá é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1993 e possui um território de quase 50 hectares que abriga mais de 600 imóveis.“É um esforço permanente em nosso mandato para dar conta dessas tarefas. Uma delas é essa audiência pública para escutar. E ela tem que reunir e ouvir as pessoas, aquelas que vivem os problemas que dependem da ação do poder público. Aprendi desde o meu mandato como vereador”, disse Lúdio Cabral.Para o deputado estadual, a audiência pública tem que reunir a diversidade, a multiplicidade, pluralidade de visões, pensamentos, modos de vida e caminhos. "Esse foi o nosso esforço, de ter todos os olhares sobre o centro histórico: desde as pessoas que vivem em situação de rua até os empresários”, concluiu Lúdio Cabral.
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