A Deusa da oportunidade
Aproveitando a semana em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, vou falar sobre uma deusa diferente que tem o nome de ‘oportunidade’. Dizem que ela é linda, atraente e muito veloz, mas que estranhamente tem um rabo de cavalo na testa, e é careca. A justificativa é que ela passa por todos de forma muito rápida e isso facilita quem a quer agarrar, a sua frente, pois se deixar passar não consegue segurá-la. Falar de oportunidade é o mesmo que falar de circunstâncias favoráveis, adequadas e convenientes. Entretanto, não devemos nos opor a ela, mas, sim, potencializá-la. Se for perguntado: quem quer ter a oportunidade para conquistar uma vida melhor? Certamente, a resposta seria uma só ‘eu quero’. Por outro lado, entretanto, será que todos sabem agarrar a oportunidade quando ela passa? Penso que não, e digo isso tomando por base o que tenho visto no meu cotidiano. São inúmeros os exemplos de quem espera a vida acontecer, ficando como meros expectadores, e não movem um dedo sequer para melhorar sua competência funcional, que é resultante de uma soma que envolve dinamismo, inovação, ousadia, boas ideias, propósitos firmes, experiências compartilhadas e conhecimentos especializados, dentre outros fatores. Você sabia que ampliar sua rede de relacionamentos pode abrir espaços para que encontre interessantes oportunidades? Por esta razão muitas pessoas tendem a ingressar em associações, agremiações, fóruns e organizações que possibilitem interagir com diversos públicos. Participam também de feiras, exposições, convenções, congressos e diversos eventos visando conhecer pessoas de interesse. Isto é sempre importante, pois há o compartilhar de ideias, surgem projetos, planos e negócios que podem acrescentar muito na vida profissional, empresarial e social. A mulher tem feito isso com muita maestria, razão pela qual tem crescido muito os negócios tocados por elas. É muito fininha a linha que separa o êxito do fracasso, e vence na vida não só os que geralmente têm preparo intelectual, mas os que aliado ao conhecimento, sabem interagir, se integrar, articular e compartilhar conhecimentos. Mesmo porque, nestas ações, abrem-se as chances de pessoas interessantes reconhecerem que têm valor, talento e técnica, entre outras habilidades. Devemos ter sempre em mente que muitos desejam o sucesso, mas nem todos o têm. Portanto, temos que dar atenção para as possibilidades de crescimento e não nos afastar da educação. Ainda fazendo uma referência ao feminino, vale lembrar que nos dias de hoje, dentro das faculdades existem mais mulheres em sala de aula do que homens. Talvez também por igual motivo, tem crescido a força da mulher no empreendedorismo, vale lembrar que recentemente a Serasa Experian divulgou um estudo inédito que revelou que o Brasil possui quase 5.7 milhões de mulheres empreendedoras, embora seja 8% da população feminina do país, o mais significante é que o percentual de 43% dos negócios está nas mãos das mulheres. O Sebrae, entretanto, tem percentuais que mostram que as mulheres já ultrapassam 50% dos negócios com menos de 42 meses de existência no Brasil. Para se ter uma ideia, em Mato Grosso já atinge 56%. No início do século XX não era computado número significativo da participação feminina na economia ativa do país. Os percentuais citados hoje representam que as mulheres estão sabendo como nunca abraçar a Deusa da oportunidade, para empreender e isso é muito saudável para o desenvolvimento do Brasil e para a equidade de gênero. Pedro Nadaf é presidente do Sistema Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo- Fecomércio/Sesc e Senac de Mato Grosso.
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