Representantes da Bolívia negociam gás e ureia com empresários de MT Representantes do governo boliviano discutiram possibilidades de acordos comerciais com empresários e representantes do agronegócio mato-grossense, nesta terça-feira (22.08), no Palácio Paiaguás, durante o Workshop “Oportunidades de Negócios Mato Grosso e Bolívia: Gás e Ureia”. Até então as negociações eram lideradas apenas pelo Governo do Estado. O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) e da Facmat, Jonas Alves, representou as entidades no evento e falou sobre a necessidade de discutir o tema. "Estamos ao lado da fronteira com a Bolívia e não podemos ficar de costas um para o outro. Temos que arrumar maneiras de conversar, de os negócios acontecerem e de o Estado se relacionar com a Bolívia para que ambos se beneficiem dos recursos que possuem”, disse. Ele lembrou que o gás é muito importante para o desenvolvimento industrial de Mato Grosso e a ureia um insumo bastante utilizado na agricultura, hoje importado de outros países. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalove, que representou o governador, ausente devido à viagem a Campo Grande para o funeral do ex-governador Pedro Pedrossian, são interesses que se complementam tanto de Mato Grosso como da Bolívia. “Nós temos aqui a termelétrica, temos o gasoduto, precisamos do gás, nós não temos um acordo firme, há prioridades anteriores a nossa, então nós temos interesse em ter um contrato firme. A Bolívia tem interesse em vender ureia aqui e nós temos capacidade de comprar tudo o que eles produzem lá. Então como temos tudo isso em comum estamos fazendo este workshop”, explicou. Avalone ressaltou que a intenção do Governo do Estado é assinar um memorial de intenções para que a estatal boliviana seja parceria da MT Gás. “Queremos que eles sejam sócios na MT-Gás. São coisas que já estão avançando bastante”, informou. Há uma determinação do governador, diz o secretário, para que o gás chegue às indústrias e depois aos condomínios verticais. Num primeiro momento a prioridade é o Distrito Industrial de Cuiabá e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), em Cáceres. Em relação à ureia, Mato Grosso tem capacidade para consumir duas vezes a quantidade produzida pela Bolívia. Diante disso, representante do agronegócio e do governo mato-grossense estão propondo que os bolivianos construam até mesmo uma indústria de ureia no Estado. Oscar Barriga, da YPFB, a empresa boliviana responsável pelo petróleo e derivados, explicou que a fábrica em Bulo-Bulo começa a funcionar em setembro. “Pretendemos levar a ureia de Bulo-Bulo a Santa Cruz até o porto de Quijarro. De lá pode seguir via hidrovia para Cáceres e depois via terrestre para Rondonópolis. A logística vai depender dos acordos comerciais que fizermos”, concluiu. Barriga disse crer que a relação comercial entre Mato Grosso e Bolívia vai se concretizar e que se estabeleceu uma sinergia entre os negociadores. Ele também se mostrou otimista para a renovação do fornecimento de gás boliviano para Mato Grosso a partir de 2019, quando se encerra o atual contrato. Redação: Assessoria da ACC/Facmat com informações do Governo do Estado.
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