Economia na retranca
Nem sempre depende da capacidade do empresário estar em alta ou em baixa com os seus negócios, mesmo porque é a política econômica nacional que acaba ditando a regra do jogo. Neste sentido, previsões que indicam o termômetro de aquecimento ou queda, que servem para nortear os negócios são sempre bem vindas. As entidades de classes através dos seus departamentos de pesquisas e de outras projeções feitas por institutos têm conseguido traçar importantes parâmetros visando o diagnóstico do mercado.
Todos os indicadores que vem sendo divulgados neste final de ano mostram uma economia na retranca, com crescimento nada robusto. Com isso, caem os índices de confiabilidade no mercado, tanto por parte dos consumidores, quanto dos empresários. Em novembro, por exemplo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgou o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), mostrando um recuou 1,0% em relação a outubro. Neste mês a entidade divulgou o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), registrando quedas de 0,9% na comparação com o mês imediatamente anterior e 7,7em relação a dezembro de 2013.
O comércio não teve este ano sua melhor performance, mas apresentou taxas positivas em termos de variação do volume de vendas, sendo que em nível nacional a CNC prevê um crescimento no varejo na ordem de 3,1%, tomando-se por base o mesmo período de 2013. Há pelo menos 10 anos não se via resultados tão ínfimos para o setor. O importante, entretanto, é que 2014 fecha positivo.
Na atual conjuntura o PIB, que é a soma de todos os bens e serviços realizados em território nacional, não deve atingir o crescimento nem de 0,2%, em 2014. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta semana, aponta que será de 0,16%. Muitos fatores, alguns transitórios, contribuíram para um resultado pouco satisfatório da economia brasileira.
No primeiro trimestre já se despontava qual seria a tendência do PIB por diversos fatores: taxa de juros em elevação, permanência da crise econômica na Zona do Euro; desaquecimento, embora pequeno, da economia da China; fraco desempenho da economia dos Estados Unidos, que apresenta lentidão para sair da crise, diminuição do consumo das famílias, causado, principalmente, por: restrição de crédito, endividamento das famílias, sentimento de insegurança com relação ao ano eleitoral, e a queda dos investimentos .
Mato Grosso pelas previsões da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo está com perspectivas melhores do que a nacional para o comércio varejista, com crescimento nas vendas estimado entre 6% a 7%. Há 10 anos, fechou em 10,26%. A entidade acredita que serão injetados no mercado R$ 800 milhões.Os ramos que vão ficar com a maior fatia do bolo são: calçados e confecções, eletroeletrônicos, móveis, material de construção e supermercados. Por mais que a economia esteja na retranca e lhe falte robustez, o otimismo é muito importante. O fato de fechar as vendas no azul é relevante e isso ninguém pode negar. Pedro Nadaf, é secretário chefe da Casa Civil e Presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso-Fecomércio/Sesc e Senac
Nenhum comentário