Vamos ser otimistas!

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou, nesta semana, que a balança comercial brasileira iniciou agosto, em seus primeiros seis dias úteis, com deficit de US$ 336 milhões. Ou seja, as exportações estão menores que as importações, sendo que o deficit acumulado no ano é de US$ 1,255 bilhão. Estes números, entretanto, não remetem a uma economia cambaleante.

Há um desenho do trajeto para o mercado econômico nacional. O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland declarou recentemente que a atividade econômica nacional está em linha com comportamento das economias mundiais que registra moderação no crescimento. A projeção é de 0,86% no PIB- Produto Interno Bruto brasileiro este ano, é baixo, mas é crescimento, no computo de todos os bens e serviços produzidos no país.

Neste semestre a economia deve se comportar melhor do que no primeiro semestre de 2014. A inflação recuou em julho. Na síntese da conjuntura, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo- CNC, é apontado que a mesma está dentro do controle, em média de 6%, sendo o mesmo percentual observado em 10 anos. 

Outros indicativos que nos dão margens de tranquilidade dizem respeito ao crescimento do comércio, projetado em 4,4%, além da expansão do setor de serviços que acumulou no primeiro semestre 7,7% (levantamento até maio, mas pode ter avançado ainda mais, tendo-se em vista a alavancagem do turismo e outros com a Copa do Mundo); do mercado de trabalho, sendo que o nível de desemprego registrado neste ano, está em 6% da força de trabalho, considerado o mais baixo de todos os tempos, e do setor agrícola, cuja produção no país deverá atingir 198,5 milhões de toneladas de grãos, na safra que será colhida em 2015.

Dois fatores tem inspirado cuidados no processo econômico. O primeiro, é que o setor industrial, segundo a mesma síntese da conjuntura, perde em produtividade e competitividade. Um dos fatores que está contribuindo neste sentido é o peso da carga tributária, os juros e a burocracia oficial. O segundo, é que as atividades econômicas do Centro-Oeste, estão sob ameaça da falta de chuva, a exemplo do que está acontecendo com o maior estado do Sudeste, São Paulo e com estados do nordeste, conforme a síntese econômica da CNC. Em contra-partida, as chuvas da Região Sul contribui para minimizar impactos de racionamento no país.

Apesar de alguns entraves que remetem a moderação do crescimento, vamos seguir em frente com trabalho e investindo em nossos negócios. É importante acreditar e descartar suposições de caos na economia com finalidades eleitoreiras, sem análises reais do mercado, que podem levar a um pessimismo que em nada ajuda o nosso país. Vamos ser otimistas! 

Pedro Nadaf, é secretário-chefe da Casa Civil e presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso-Fecomércio/Sesc e Senac