Quem comunica vai mais longe
Você é competente ao se comunicar? O questionamento leva certamente a uma reflexão, sobre a forma com que está se comunicando no seu cotidiano. Falar com fluência e corretamente, tem sido um valor agregado para as pessoas que desejam alcançar maior sucesso na profissão, nos negócios e na vida pessoal, ampliando suas redes de relacionamentos. Os argumentos são melhores, a exposição dos seus projetos mais eficientes, e o diálogo com a equipe melhor. A informação é um importante ingrediente para reforçar a mensagem que se quer transmitir e ajuda em 50% neste processo. Nunca em tempo algum, como neste século, estivemos tão vulneráveis à exposição de nossa privacidade e segurança. Por outro lado, também, nunca tivemos tantas informações em tempo real. Hoje, além de termos que nos relacionar bem em nossos círculos familiares, no nosso trabalho e no âmbito social, é preciso saber nos relacionar muito bem com o universo on-line, com nossas redes, com quem conhecemos e com quem nem imaginávamos conhecer, ainda que virtualmente. Com as novas tecnologias, é bem mais fácil de alcançar o êxito. Que o digam, os que empreendem estrategicamente no mundo virtual, a exemplo do jovem Mark Elliot Zuckerberg, criador e CEO da rede social Facebook. Ele enriqueceu praticamente da noite para o dia com a criação de uma das mais influentes redes sociais do planeta. Para se ter uma idéia, foi divulgado recentemente na mídia, que ele detém uma fortuna que já ultrapassa 4 bilhões de dólares, e está entre OS 35 cidadãos mais ricos dos Estados Unidos. O conhecimento e a informação sempre caminharam lado a lado, dando poder aos que dominam as ferramentas que tornam OS seres humanos, inclusive, mais competitivos. No filme "O Nome da Rosa", que retrata a Idade Média, num mosteiro Beneditino italiano, mortes misteriosas com vítimas aparecendo com a língua e os dedos roxos intrigam. No desenrolar da história, foi revelado que o fato foi atribuído ao veneno, colocado nas páginas dos livros proibidos à leitura de pessoas não autorizadas, para que quem lesse a obra morresse antes de passar o conteúdo da leitura para outras pessoas. Uma forma encontrada pela igreja para limitar o direito de todos ao acesso de informações que não eram do seu interesse difundir. A Internet hoje não é apenas uma rede interligada a computadores, ela invadiu outras redes, está no celular. De qualquer lugar se acessa as informações. Ou seja, são as sub-redes digitais, ampliando a interatividade com todos, entre todos, interligando cada vez mais pessoas entre si, principalmente via redes sociais, que já tem até quem disse que pode se tornar no futuro antissocial. Isso porque traz a possibilidade de se levantar dados a respeito das pessoas nem sempre de forma autorizada. O pior, entretanto, é o vazamento de importantes informações confidenciais. Vale citar o caso recente de Julian Assange, fundador do Wikileaks, que divulgou documentos sigilosos. Dentre outros pontos muito positivos, as informações romperam as barreiras, atingiram a perspectiva global, minimizaram as diferenças, promoveram a liberdade de expressão, partilharam hábitos de outras culturas, geraram a diversidade e riquezas. Que os emissores e receptores das informações realimentem sempre o que é bom e agregador para todos OS canais possíveis, e que não lancem uma espécie de veneno, no sentido figurado, nas suas linhas de difusão, com mentiras e assuntos que em nada ajudam no crescimento, e formação do senso crítico da sociedade. Informação com valor real é aquela que agrega valor, é informação confiável. Chacrinha, o velho guerreiro costumava dizer que “quem não comunica se trumbica”, eu acredito que nos dias de hoje quem bem se comunica vai mais longe.
Pedro Nadaf, é secretário chefe da Casa Civil e presidente do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac de MT.
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