Associação Comercial reitera necessidade de reabertura do comércio em CuiabáEm reunião com o prefeito Emanuel Pinheiro e representantes dos setores produtivos da Capital, nesta quarta-feira (01.04), por videoconferência, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC) e da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves, voltou a defender a reabertura do comércio e a postergação do pagamento dos impostos e taxas. "O município precisa vir para dentro das empresas e auxiliar os empresários nesse momento em que vivemos essa pandemia com o coronavírus. É hora de todos os setores ajudarem, principalmente o setor público, com a postergação do recolhimento do IPTU, do ISSQN e do Alvará, dentre outras taxas, de forma linear que atinja todas as empresas", afirmou Alves. Ele lembrou durante a reunião do esforço dos bancos, com a liberação de linhas de crédito, e do Governo Federal, com a destinação de verbas e recursos para à população e empresas. "Tudo isso vai favorecer, mas estou vendo essas questões paradas no nosso setor público municipal e estadual. Por exemplo, o Estado está se beneficiando da postergação do financiamento da dívida pública, mas não está repassando isso para os empresários", completou o líder empresarial. Segundo Jonas Alves, está tendo uma grande canalização de recursos para a saúde, que é o setor mais importante e mais atingido nesse momento com o coronavírus, "mas as empresas também têm que sobreviver e nós precisamos do apoio da Prefeitura de Cuiabá nesse sentido, além da flexibilização da abertura do comércio com todos os cuidados que são necessários para que isso aconteça". Ele explicou que todas as recomendações de higienização, conforme preconizam os órgãos oficiais, estão sendo feitos aos empresários, que têm responsabilidade quanto ao momento que o país e o mundo vivem, para trabalharem com toda a segurança e evitar a expansão da pandemia em Mato Grosso. "Nós não queremos perder nenhuma vida, vamos estar sempre atentos a essa questão, mas junto com isso temos que ter a capacidade de gestão, de administração para ir liberando a atividade econômica para que ela se sustente. Se acabarmos com as empresas o problema será muito maior para o Poder Público e para toda a população mato-grossense", concluiu o presidente da ACC e da Facmat. O prefeito lembrou a necessidade da união de esforços frente ao trabalho preventivo à disseminação do coronavírus e disse que vai anunciar, a partir do dia 06 de abril, um plano de contingência do município de Cuiabá, dividido em duas etapas, uma de contenção e a outra de mitigação. "Eu tenho consciência da angústia de todos, mas temos que ter responsabilidade. Estou preparando uma série de medidas administrativas, colocando a prefeitura e a gestão pública municipal nesses novos tempos. Todos somos responsáveis nesse momento de turbulência social. Por isso, a importância da manutenção desse diálogo. Preciso ouvir críticas e as sugestões dos setores. A parceria é, mais do que nunca, fundamental. Precisamos ampliar o diálogo, ouvir os setores”, enfatizou Pinheiro. Em relação à postergação do pagamento dos impostos e taxas, o prefeito destacou que vai fazer o que puder. "O Comitê de Ajuste Fiscal está pensando nisso, porque eu não vou frustrar a atividade econômica e ficar à margem de tudo isso. Vou anunciar as medidas com um novo decreto e tenho certeza que vai haver receptividade da sociedade e do setor produtivo que está pagando um preço muito alto com a pandemia", concluiu. Também participaram da reunião por videoconferência os presidentes da Fiemt, Fecomércio, CDL Cuiabá e Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinepe). Redação: Luciane Mildenberger – Assessoria de Imprensa ACC
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