O crescente comércio eletrônico
A movimentação do e-commerce no Brasil deve atingir a cifra de quase R$ 40 bilhões neste ano. Um crescimento de 27%, em relação a 2013 que fechou com R$ 31,11 bilhões. Através de números levantados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) é mostrado o quanto o setor está em verdadeiro boom, e não será mais contido. Os brasileiros já se entregaram a esta tendência. Somente no Brasil os e.consumidores devem ultrapassar até o final do ano a marca de 63 milhões. No ano passado, 9.1 milhões de pessoas ingressaram no mundo das compras on-line pela primeira vez. Neste ano, no primeiro semestre, foram 5,06 milhões de novos e.consumidores, segundo registrou o E-bit, empresa virtual de dados que acompanha desde o ano 2000 a evolução do varejo digital brasileiro. No primeiro semestre de 2014, o número de pedidos no e.commerce foi de 48,17 milhões, sendo 36% maior em relação ao primeiro semestre de 2013. Uma informação também muito interessante é que a maioria dos e.consumidores é formada pelo universo feminino, cujo percentual é de 57%. Segmentos que lideram o ranking são de Moda e Acessórios, com 17,5%, Cosméticos e Perfumaria / Saúde com 17,4% e Eletrodomésticos, com 11,1%. As grandes empresas, a exemplo de Americanas, Submarino e Saraiva, são a maioria no faturamento do e.commerce, mas as pequenas e médias lojas virtuais estão em ascensão, sendo que o faturamento dos negócios nesta categoria pode atingir em dois anos R$ 13,7 bilhões. De acordo com a ABCOMM hoje as MPEs representam 18%. A projeção é que fechem 2014 com 45 mil empreendimentos no e.commerce. No ano passado, faturaram cerca de R$ 5 bilhões, representando 16% da movimentação total do setor. Dentre os fatores que mais têm contribuído para alavancar a cada ano o comércio eletrônico no Brasil, sem dúvidas estão: facilidade de aquisição dos dispositivos móveis, como smartphones ou tablets, o aumento no poder aquisitivo da classe C e o grau de confiabilidade dos consumidores na decisão de compra, sendo que os cartões de crédito lideram, neste sentido, como forma de pagamento. Ou seja, muitos consumidores liberam números e códigos de segurança do dinheiro de plástico com mais facilidades. O comércio eletrônico tem seus riscos e muitas vantagens, e um conselho, entretanto, vale a pena ser seguido: por mais que as ferramentas hoje sejam mais avançadas, os e.consumidores precisam se atentar sobre a idoneidade dos sites virtuais, acompanhando seus históricos. As entidades que representam o empresariado contribuem para o desenvolvimento do setor, vale lembrar que neste ano a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo-CNC foi a primeira a ingressar com ação direta de inconstitucionalidade (ADI) contra o Protocolo 21, que possibilitava que os Estados de destino das compras feitas na Internet, cobrassem pelo ICMS. A ação ganhou eco e teve êxito, conquistando liminar favorável, contra a bitributação o que foi muito importante para a competitividade do e.commerce brasileiro. Pedro Nadaf é secretário-chefe da Casa Civil e presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso-Fecomércio/Sesc e Senac
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