Páscoa apresenta pior resultado desde 2007
Elevação dos preços dos produtos e desconfiança dos consumidores com os rumos da economia levaram ao cenário de encalhe.
Nem mesmo as promoções de última hora foram capazes de impulsionar as vendas de ovos de chocolate neste ano. A sensação de insegurança dos consumidores por conta do descompasso da economia foi refletida nesta Páscoa, cujas vendas tiveram o pior resultado em oito anos.
Apesar disso, neste fim de semana,entre os dias 3 e 5, as vendas subiram 3,2% no País na comparação com igual período de 2014 (de 18 a 20 de abril), de acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio Páscoa 2015. Já na semana passada, de 30 de março ao dia 5, o crescimento foi nulo, ficando nos mesmos níveis de vendas ante o mesmo período de 2014 (de 14 a 20 de abril).
Conforme a Serasa, ainda na semana que antecedia ao domingo de Páscoa do ano passado, o cenário acabou sendo mais favorável, já que houve alta de 1,6%.
Já neste ano, na capital paulista, as vendas de Páscoa tiveram queda de 3,7% em relação à mesma semana do ano passado. "Foi o pior desempenho desde o início do indicador, em 2007", ressalta a entidade, por meio de nota. Na apuração, somente no final de semana passado houve retração de 3,1% no confronto com igual período de 2014.
Outro indicador de vendas desfavoráveis e encalhe de produtos vem da apuração da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Conforme a entidade, as vendas do comércio para a Páscoa, em todo o País, recuaram 0,3%, quando comparadas ao mesmo período de 2014. O resultado negativo é o primeiro da série histórica apurada pelo órgão, que teve início em 2008.
Empresa de análise de dados, a PiniOn, plataforma mobile para pesquisas, indicava que as pessoas pretendiam gastar R$ 80,90 na Páscoa deste ano. Com estudo que envolveu 2.221 pessoas, a empresa apontou os ovos de chocolate como a opção mais votada – preferência de 72% das pessoas. Caixas de bombons e barras de chocolate vieram em seguida. Os tipos de lojas preferidos para compra dos produtos eram supermercados (60%).Depois, as lojas como Cacau Show ou Kopenhagen (40%). A respeito da percepção do preço destes produtos, 51% achavam que eles mais caros.
Expansão de rede
Apesar do desempenho fraco de vendas,algumas redes ainda mantêm os planos de expansão. É o caso da Lindt, líder mundial no segmento de chocolates premium, que acaba de inaugurar a segunda loja própria no Rio de Janeiro, no BarraShopping. A empresa só trabalha com chocolate produzido na Europa e aposta no layout moderno para chamar a atenção do cliente: fachadas com espelhos na cor marrom, que remetem ao universo do chocolate.
FONTE: DCI
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