Análise Boa Vista: varejo cresce abaixo das expectativas, mas mantém ritmo de forte elevação no anoO resultado veio abaixo das expectativas, que apontavam para alta de 2,3%A promessa de um 2º trimestre forte se manteve nos números da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE. O volume de vendas no varejo restrito aumentou em 1,4% no mês de maio na comparação mensal dos dados dessazonalizados. Destaque para os segmentos de “Tecidos, vestuário e calçados” e “Combustíveis e lubrificantes”, que subiram 16,8% e 6,9%, respectivamente. No ano, o varejo aponta alta de 6,8% e, na variação acumulada em 12 meses, o crescimento passou de 3,6% para 5,4% após elevação de 16,0% na comparação interanual. Os resultados vieram no mesmo sentido das estimativas do indicador antecedente de Movimento do Comércio da Boa Vista, que havia apontado alta de 2,2% no mês e de 19,2% na comparação interanual.A inclinação da curva de longo prazo ganhou força nos últimos dois meses devido ao efeito base muito fraco, lembrando que, no mesmo período do ano passado, o varejo registrara queda de 12,1% em relação a abril e maio de 2019. A partir do mês de junho, porém, tal efeito deverá ser mínimo, de modo que as próximas pesquisas poderão refletir com um pouco mais de clareza o momento do setor.Na avaliação dos economistas da Boa Vista, de um lado da balança os resultados que estão por vir serão beneficiados pela postergação do auxílio emergencial por mais três meses, ou seja, com a última parcela sendo paga no mês de outubro; de outro lado, poderão pesar contra o varejo os dados do mercado de trabalho, que apesar de terem apresentado relativa estabilidade entre os meses de março e abril, ainda são fracos e pouco motivadores.Além disso, a expectativa de elevação, ainda maior, na taxa de juros poderá frear o ímpeto do consumidor. A razão disso, por sinal, também não é uma das melhores. O rumo da inflação é incerto e o discurso menos tolerante do Comitê de Política Monetária quanto a isso fez com que algumas instituições revisassem, para cima, as expectativas relacionadas à Selic para 2021 e 2022. Há quem acredite, inclusive, que a taxa básica de juros possa encerrar o ano de 2021 acima de 7%.Vale ressaltar que a volta das demandas reprimidas ao longo dos últimos meses também pode pressionar os preços para cima, de modo que uma “solução” para a situação pareceria ainda mais distante.Em resumo, não faltará desafios ao setor do varejo, mesmo com o avanço da campanha de vacinação. Desta vez, no entanto, talvez seja um pouco mais difícil contornar o problema, uma vez que, inflação, juros e emprego são variáveis que fogem, e muito, da sua alçada.SOBRE A BOA VISTAA Boa Vista é uma empresa brasileira que alia inteligência analítica à alta tecnologia para transformar os dados dos seus clientes em soluções para os desafios de empresas e consumidores.  Criada há mais de 60 anos como SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), tem contribuído significativamente para o desenvolvimento da atividade de crédito no Brasil, ajudando o País a estabelecer uma relação de consumo mais equilibrada entre empresas e consumidores. A Boa Vista é precursora do Cadastro Positivo, banco de dados com informações sobre o histórico de pagamentos, que deixa a análise de crédito mais justa e acessível. Por isso, Cadastro Positivo é na Boa Vista.Pioneira também em serviços ao consumidor, a Boa Vista responde por iniciativas que cooperam com a sustentabilidade econômica dos brasileiros, como a consulta do CPF com score, dicas de educação financeira e parcerias para negociação de dívidas. Tudo disponível de forma simples, rápida e segura no site www.consumidorpositivo.com.brAtualmente a Boa Vista é referência no apoio à tomada de decisão em todas as fases do ciclo de negócios: prospecção, aquisição, gestão de carteiras e recuperação.

Fonte: Boa Vista SCPC