Associações Comerciais pressionam e projeto de antecipação de feriados é rejeitado por deputados Depois de muita pressão dos empresários e representantes do setor produtivo, entre eles presidentes das Associações Comerciais e Empresariais dos diversos municípios de Mato Grosso, os deputados estaduais votaram, na tarde desta terça-feira (23.03), contra o projeto do governador Mauro Mendes que antecipava feriado em Mato Grosso. A medida, segundo o Governo, visava reduzir o avanço do contágio da covid. Apenas o deputado Lúdio Cabral foi a favor.Contudo, os parlamentares aprovaram outro projeto, que endurece as multas aplicadas às pessoas físicas e empresas. Conforme o projeto, é uma ampliação da lei já em vigência que prevê multa de R$ 10 mil à empresas e R$ 500 a cidadãos que desrespeitarem as medidas restritivas, como as que proíbem atividades econômicas de bares, restaurantes e supermercados de funcionar além do período das 5h às 19h.No novo texto, a punição para quem descumprir as restrições pode chegar a R$ 30 mil para empresas e R$ 1,5 mil para pessoas físicas, caso haja reincidência no descumprimento de normas. Quem desrespeitar as medidas pode ter o estabelecimento fechado por 30 dias.No período da manhã, uma reunião emergencial por videoconferência, convocada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso (Facmat), reuniu os presidentes das Associações Comerciais. Eles se posicionaram contrários ao feriado prolongado e fechamento do comércio e esboçaram algumas ações e sugestões que o governo poderia adotar para amenizar o impacto no comércio. “A reunião foi para apresentar a todos o cenário que estamos vivendo diante dessa forte movimentação das entidades representativas, com encontros realizados junto ao governo, conversas com deputados estaduais, no sentido de impedir essas medidas drásticas”, declarou o presidente da Facmat e da Associação Comercial de Cuiabá (ACC), Jonas Alves.Segundo ele, os presidentes das Associações fazem parte da solução, precisam ser ouvidos nas suas preocupações e, principalmente, necessitam da compreensão governamental. “Nós fazemos parte dessa solução e estamos sendo duramente penalizados nesse processo. Todos os anseios e os pensamentos dos representantes são de suma importância para levarmos nosso posicionamento adiante, junto aos deputados, junto às demais entidades”, afirmou Jonas.Contra paralisaçãoO presidente da Associação Comercial de Pontes e Lacerda (ACEPL), Eridson Vieira, frisou que as entidades devem se unir contra qualquer tipo de paralisação ao comércio, seja lockdown ou feriados antecipados. “Temos que mostrar a nossa força, várias entidades já propuseram manifestações para impedir essa paralisação do comércio, porque desde o começo estamos bancando tudo. Os servidores públicos têm os salários garantidos nesses dias parados, mas e o restante da população?”, indagou.O mesmo pensamento foi explanado pela presidente da Associação Comercial de Diamantino, Sandra Baierle, que apontou que vários comércios da cidade estão sendo prejudicados pelos decretos estaduais. “Temos alguns segmentos que desde o início do decreto não funcionam, não tem faturamento algum. Não suportamos mais restrições”, disse. SoluçõesO grupo também conversou sobre algumas medidas que o governo poderia adotar para amenizar o contágio da Covid-19 e não fechar o comércio.“O vírus não está sendo transmitido no comércio e sim nas aglomerações de festas clandestinas, nas reuniões familiares. Para se ter uma ideia, a venda de bebida alcoólica aumentou 25% em Sinop, ou seja, as pessoas estão consumindo nessas festas, ao invés de irem aos restaurantes, lanchonetes, que teriam como amenizar com uso de máscara e álcool em gel. Não está havendo fiscalização suficiente nessas festas clandestinas e aglomerações, é preciso exercer o poder de polícia nessas situações”, desabafou o presidente da Associação Comercial de Sinop (ACES), Cleyton Laurindo.Renato Del Cistia, presidente da Associação Comercial e Industrial de Rondonópolis (ACIR), enfatizou a necessidade de manifestações das entidades e apontou o tratamento precoce da doença e a implantação de horários alternativos de funcionamento do comércio, como formas de evitar o fechamento. “O tratamento precoce é um grande diferencial. Também podemos sugerir horário alternativo para o comércio, mudar o horário de começar e terminar o expediente, por exemplo, assim diminui a concentração do comércio e do transporte coletivo”, opinou.Todas as sugestões e anseios foram registrados e levados em documento aos deputados estaduais e ao governo.
Fonte: Assessoria de Imprensa da Facmat
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